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Abilio descarta ficar em Consórcio e cita vídeo de Zé Fraga recebendo dinheiro

DA REDAÇÃO
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Abilio descarta ficar em Consórcio e cita vídeo de Zé Fraga recebendo dinheiro
Prefeito de Cuiabá Abilio Brunini. Foto: Rennan Oliveira

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou nesta segunda-feira (30) que a capital pode deixar o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Cuiabá (Cisvarc), atualmente presidido pelo ex-deputado estadual e prefeito de Nobres, José Domingos Fraga (UB).

Segundo o prefeito, a permanência da cidade no consórcio depende de uma reestruturação completa do seu funcionamento.

Durante a manhã, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e presidente da Comissão de Saúde da instituição, Guilherme Maluf, defendeu a continuidade da participação de Cuiabá no consórcio, destacando que a união entre os municípios permite compras em grande escala, com redução de custos. Ele alertou que a saída da capital pode comprometer esse benefício.

Abilio, no entanto, rebateu as declarações de Maluf e afirmou que apresentará uma lista de razões para justificar a saída de Cuiabá. Entre os principais pontos levantados está a gestão do consórcio.

O prefeito criticou duramente a condução de José Domingos Fraga, presidente do Cisvarc, e apontou conflitos de interesse, destacando que o secretário-executivo do consórcio é Neurilan Fraga, irmão de Zé Domingos.

“Parece que o diretor do Consórcio é irmão do presidente [...] e o Zé Domingos não é aquele que também estava junto com Emanuel no vídeo do Paletó, lá junto com o Silval? E o irmão dele é o diretor? Dessa forma não dá. Eles precisam rever isso, as coisas não podem continuar assim”, declarou o prefeito.

Brunini também reclamou da dependência de Cuiabá em relação às decisões dos demais municípios do consórcio, o que, segundo ele, dificulta e burocratiza a aquisição de medicamentos.

Ele também citou casos de compras superfaturadas em gestões anteriores como outro fator preocupante.

“Acredito que o consórcio precisa ser remodelado. Se isso acontecer, podemos reavaliar nossa participação. Do jeito que está, não temos interesse. Cuiabá já consegue preços baixos por conta do volume de compras. Para se ter uma ideia, respondemos por 80% das aquisições do consórcio”, afirmou.

A possível saída de Cuiabá do Cisvarc levanta preocupações sobre o futuro da gestão compartilhada da saúde na região e pode impactar diretamente os pequenos municípios que dependem da estrutura e do volume de compras da capital. (Com informções do site EstadãoMT).