O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), atendeu o Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso que emitiu uma recomendação ao chefe do executivo recomendando que ele se abstenha de orientar ou instigar empregadores a adotarem práticas de perseguição, retaliação ou dispensa de trabalhadores(as) em razão de orientação político-partidária, inclusive de incentivar a manutenção de “listas” e “prints” para fins de monitoramento ideológico ou imposição de sanções.
O MPT concedeu prazo para que Brunini divulgue, em seu perfil pessoal no Instagram, um vídeo de retratação pública, com duração mínima de 1 (um) minuto, em linguagem clara e acessível, no qual reconheça expressamente que a orientação anteriormente divulgada é incompatível com a Constituição da República de 1988, com as normas internacionais de direitos humanos e com a legislação trabalhista antidiscriminatória, com especial atenção à tutela dos direitos humanos e fundamentais à igualdade, à liberdade política e ideológica, à liberdade de expressão e ao trabalho em condições dignas.
O prefeito usou suas redes sociais após a ordem de prisão dada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Abilio aconselhou seus seguidores a registrarem publicações de opositores para, no futuro, revidar.
“A gente tem visto também nas redes sociais algumas pessoas comemorando. Guarde, guarde prints, guarde mensagens. Um dia, um dia, você terá a oportunidade de revidar... Se você é empresário e tem alguém dentro do seu trabalho que está agindo contra os valores que você prega na sua empresa. Na hora que ela tropeçar, manda embora”, disse na época.