Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM) manifestou solidariedade à juíza Mônica Catarina Perri, alvo de acusações de advogados durante júri popular na segunda-feira (15). Na oportunidade, foi divulgado vídeo onde a magistrada diz “ a OAB que se dane”. A instituição afirmou que a declaração foi descontextualizada e a conduta da presidente do Tribunal do Júri regular.
Após tumulto durante o primeiro dia de julgamento do investigador Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, réu pela morte do policial militar Thiago Ruiz, o júri foi suspendo e remarcado para maio de 2026. No dia seguinte ao fato, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) realizou ato na frente do fórum e cobrou respeito às prerrogativas da categoria.
“A AMAM lamenta que atos processuais tenham ganhado espaço no debate público de forma controversa, colocando em evidência a atuação de uma magistrada e a questão das prerrogativas profissionais”, diz trecho da AMAM.
O tumulto no júri foi protagonizado pela juíza, titular da Primeira Vara Criminal já 20 anos, e os advogados do réu.
A OAB divulgou o vídeo em que a magistrada se exalta com os juristas. Contudo, áudio da sessão mostram servidores dizendo que os advogados estavam sendo “agressivos” com a magistrada.
“Por fim, a AMAM reafirma seu respeito e apoio à magistrada, assim como reitera o devido respeito à advocacia e à OAB, e espera poder contribuir para a pacificação deste conflito, na busca concreta pelo respeito ao sistema de Justiça, aos seus integrantes e, acima de tudo, aos jurisdicionados, que buscam nas instituições o amparo aos seus direitos e a paz social”, finaliza a mensagem.