Seis meses e meio após ter sido conduzido pela Polícia Federal por desacatar uma delegada, o bispo Gustavo Duarte voltou a fazer parte da gestão da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL) no gabinete do vice-prefeito, Tião da Zaeli (PL), no cargo de comissão de assessor de gestão.
O ato foi publicado nesta terça-feira (02). Ele terá um salário de R$ 6,5 mil com Verba Indenizatória de R$ 2,5 mil.
“No uso das atribuições legais e na conformidade com as disposições do artigo 69, inciso VI, da Lei Orgânica Municipal; Resolve nomear Gustavo Henrique Duarte Oliveira Silva, no cargo em Comissão de Assessor de Gestão - DNS 02, no Gabinete do Vice-Prefeito, com efeito, a partir de 01 de setembro de 2025", diz a publicação.
O bispo comandou por 44 dias a Secretaria Municipal de Assistência Social, até ser alvo da Operação Fake News, no dia 14 de fevereiro deste ano.
Na ocasião, ele e a esposa desdenharam da situação e desacataram os agentes da PF durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em sua casa.
A Operação Fake News teve como objetivo combater crimes eleitorais e contra a honra, praticados em desfavor do atual governador Mauro Mendes (UB) nas eleições de 2022.
Logo após a ‘batida’ da PF, Moretti anunciou a exoneração do bispo e pôs em seu lugar Cristina Saito.
Em janeiro deste ano, durante a cerimônia de entrega de 86 casas populares do programa Ser Família Habitação, no Residencial Mônaco, em Várzea Grande, a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, repreendeu publicamente Gustavo.
O motivo foi um vídeo antigo em que o religioso criticou Mauro Mendes por receber ministros em eventos oficiais e também por usar um helicóptero para ir até a região do Manso.