Moradores de Mato Grosso, Johnny e Cleiton viajaram ao litoral pernambucano para passar as férias. “A ideia era celebrar a vida e a chegada do Ano-Novo”, relataram.
No entanto, segundo o casal, o passeio foi frustrado logo no primeiro contato com a barraca. Johnny afirma que o atendente informou que cobraria R$ 50 pelo uso de duas cadeiras e um guarda-sol, mas condicionou a isenção da taxa ao consumo de algum petisco.
Horas depois, o acordo teria sido alterado. De acordo com Johnny, o funcionário disse que, como não houve consumo, o valor passaria para R$ 80.
O turista afirmou que pagaria apenas o combinado inicialmente. “R$ 80 eu não vou pagar. Vou pagar os R$ 50, que foi o valor acordado”, disse.
Ainda segundo o relato, o atendente insistiu na nova cobrança e, em seguida, iniciou a agressão.
“Ele arremessou a cadeira em mim”, contou Johnny. A confusão se intensificou rapidamente, com a participação de outros barraqueiros. “Ele jogou a cadeira, eu me defendi com os braços, e outro já me deu um soco”, afirmou. As imagens exibidas mostram Johnny com o rosto ensanguentado. “Era muita pancada, socos e pontapés. Eu pedia para pararem”, completou.
A advogada da Associação de Barraqueiros de Porto de Galinhas afirmou que não é possível atribuir responsabilidades sem a conclusão das investigações, destacando que existem versões diferentes sobre o ocorrido. Até o momento, 14 pessoas, entre testemunhas e investigados, já prestaram depoimento.
Para o delegado-geral da Polícia Civil de Pernambuco, as imagens deixam claro que se tratou de “uma agressão covarde, com várias pessoas atacando dois turistas”. A reportagem também mostrou que práticas abusivas semelhantes são recorrentes em outras praias conhecidas do litoral brasileiro.