O deputado estadual Valdir Barranco (PT) afirmou, nesta segunda-feira (22), que vem sendo ameaçado nas redes sociais pelo empresário e secretário executivo da Prefeitura de Querência, Macgaiver Max Neves Souza.
Segundo o parlamentar, as mensagens de teor intimidatório começaram a ser enviadas após ele denunciar publicamente um caso de agressão envolvendo a esposa do secretário.
Durante um pronunciamento, Barranco leu trechos das mensagens que afirma ter recebido. Em uma delas, Macgaiver nega as acusações, diz que teria sido a vítima da agressão e ataca o deputado com xingamentos.
No texto, o empresário afirma que não há hematomas na esposa e que as marcas seriam em seu próprio corpo, além de negar a existência de contratos ou contatos milionários, e ameaça responsabilizar o parlamentar judicialmente pelas acusações.
Barranco relatou ainda que a mulher entrou em contato com ele em estado de desespero, dizendo que precisou deixar a cidade por medo de represálias. Segundo o deputado, a vítima afirmou temer pela própria vida devido à influência do marido no município.
Diante da situação, o parlamentar anunciou que irá registrar queixa-crime na Polícia Judiciária Civil pelas ameaças recebidas. Ele também encaminhou um memorando à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, solicitando que a Procuradoria da Casa atue na defesa institucional do Parlamento, além de informar que fará um pedido ao Procurador-Geral de Justiça para que o Ministério Público acompanhe o caso.
O empresário Macgaiver Max Neves Souza, de 38 anos, ocupa o cargo de secretário executivo do gabinete do prefeito de Querência e foi preso no dia 15 de dezembro por suspeita de agredir a esposa, de 31 anos.
No entanto, ele obteve liberdade provisória após audiência de custódia, mediante pagamento de fiança no valor de R$ 5 mil e cumprimento de medidas judiciais, como a proibição de contato com a vítima por 90 dias.
O caso ganhou repercussão após a denúncia feita por Barranco nas redes sociais. De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher acionou a Polícia Militar relatando agressões. Ao chegarem ao local, os policiais a encontraram em forte abalo emocional, com hematomas no rosto, escoriações pelo corpo e vestígios de sangue. Ela relatou ter sido agredida com enforcamento, socos e puxões de cabelo.
O acusado apresentou uma versão diferente dos fatos, alegando legítima defesa. No entanto, diante das lesões constatadas na vítima e das divergências entre os relatos, ele foi preso em flagrante.
Apesar disso, a Justiça considerou a prisão legal, mas entendeu que não estavam presentes os requisitos para a conversão em prisão preventiva, destacando que o investigado é réu primário, possui residência fixa e exerce atividade lícita.