LUZIMAR COLLARES

Desabafe! Fale antes que engasgue

LUZIMAR COLLARES
· 2 minutos de leitura
Desabafe! Fale antes que engasgue

Quantas vezes você já sentiu um aperto no peito, como se estivesse com um nó na garganta, sem conseguir colocar em palavras o que realmente sente? Guardar tudo para si pode parecer sinal de força, mas, na verdade, muitas vezes é apenas o começo de um sofrimento silencioso e desnecessário. Falar, colocar para fora o que você precisa dizer, é mais do que um ato de comunicação. É um ato de libertação emocional.

Por que desabafar faz bem?

Quando você desabafa, está liberando emoções acumuladas que, se não forem expressas, podem se transformar em ansiedade, angústia, estresse e até sintomas físicos como dores de cabeça, insônia ou problemas digestivos. A ciência comprova que falar sobre os próprios sentimentos ajuda a processá-los com mais clareza, além de reduzir a carga emocional negativa.

Em outras palavras: desabafar é curar. Como já abordamos aqui nessa coluna, a comunicação é uma ferramenta de apoio à 

Além disso, ao compartilhar o que sente, você permite que os outros o compreendam melhor e construam conexões mais empáticas com você. Busque ajuda, faça terapia, procure um profissional de psicologia.

Ninguém é obrigado a adivinhar o que você sente

Um dos maiores erros na comunicação é esperar que o outro adivinhe o que se passa dentro de nós. Ainda que você acredite estar “dando sinais”, a verdade é que cada  O que é óbvio para você pode ser imperceptível para o outro. Por isso, comunicar claramente o que você sente e o que precisa é essencial. Esperar ser compreendido sem falar é como tentar ser ouvido sem emitir som.

5 dicas para tirar o “nó da garganta”

  1. Reconheça o que sente
    Antes de falar, tente entender o que está se passando dentro de você. Está com raiva, tristeza, frustração, medo? Nomear a emoção é o primeiro passo para conseguir expressá-la. 
  2. Escolha a pessoa certa
    Desabafar com alguém confiável e que demonstre empatia faz toda a diferença. Evite falar com quem costuma julgar ou minimizar seus sentimentos.
  3. Fale com clareza, sem culpar
    Use frases que comecem com “eu” e não com “você”. Por exemplo: “Eu me senti ignorado quando isso aconteceu”, em vez de “Você nunca me escuta!”. Isso reduz a defensiva e melhora a escuta. Vale a pena relembrar como as técnicas de  – podem ajudar.
  4. Escreva antes, se for difícil falar
    Colocar os sentimentos no papel ajuda a organizar as ideias e até aliviar parte da angústia. Se for muito difícil falar, você pode entregar a carta ou usá-la como rascunho para sua conversa.
  5. Peça escuta, não soluções
    Às vezes, tudo o que você precisa é que alguém te ouça, sem interromper ou tentar consertar sua dor. Diga isso com clareza: “Quero apenas desabafar, posso contar com sua escuta?”.

Falar não é fraqueza, é coragem

Colocar para fora o que está entalado é um exercício que exige coragem. É também um caminho direto para relações mais verdadeiras, para a diminuição de conflitos e, principalmente, para o alívio emocional. Não espere o copo transbordar. Fale antes que engasgue. Porque ninguém pode cuidar da sua dor se você não mostrar onde ela está.