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Dois homens são condenados a 95 anos de prisão pelo homicídio de amigos

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Dois homens são condenados a 95 anos de prisão pelo homicídio de amigos

 

Dois homens foram condenados pelo Tribunal do Júri de Guarantã do Norte, a 715 km ao norte de Cuiabá, pelos homicídios de Marcionílio Riselo Neto, de 28 anos, e Haroldo Júnior Barboza de Souza, de 20 anos, além do crime de ocultação de cadáver.

Keulis Jhoni de Souza Cordeiro recebeu pena de 52 anos, oito meses e 15 dias de reclusão, enquanto Luan Cardoso foi condenado a 42 anos e quatro meses.

Os dois, apontados como integrantes de uma organização criminosa, deverão cumprir a pena inicialmente em regime fechado e não poderão recorrer da decisão em liberdade. Outros dois envolvidos no caso já haviam sido condenados em 2024, após o processo ter sido desmembrado.

Os crimes ocorreram em julho de 2024, após a realização da Expotã 2022. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso, Haroldo Júnior foi atraído e forçado a entrar em um veículo onde estavam os condenados. Posteriormente, o grupo também armou uma emboscada contra Marcionílio. As vítimas foram levadas pela BR‑163 até a zona rural do município, nas regiões conhecidas como Linha da Cachoeirinha e Linha Santo Antônio.

Durante o trajeto, segundo as investigações, os dois sofreram agressões físicas e psicológicas. Marcionílio foi assassinado primeiro, após receber diversos golpes de picareta na cabeça.

Depois disso, parte do grupo retornou à cidade para comprar soda cáustica, utilizada na tentativa de dificultar a identificação do corpo, que foi escondido em uma área de difícil acesso. Em seguida, Haroldo também foi morto com golpes de picareta e ainda teria sido obrigado a ingerir a substância antes de ser enterrado em uma cova rasa.

De acordo com as apurações, o crime teria sido motivado por conflitos relacionados ao tráfico de drogas sintéticas.

As vítimas estariam vendendo entorpecentes sem autorização da facção criminosa que atua na região, o que teria levado o grupo a planejar e executar os assassinatos.

O julgamento de Keulis Jhoni e Luan ocorreu no dia 27 de fevereiro deste ano. O Conselho de Sentença acatou integralmente a tese apresentada pela Promotoria, reconhecendo que os crimes foram praticados por motivo torpe, com uso de meio cruel e com recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Durante a sessão, a promotora de Justiça Rebeca Santana Rêgo apresentou imagens de câmeras de segurança, registros de redes sociais e informações anônimas reunidas pelo delegado Lucas Lelis Lopes para detalhar a dinâmica do crime.