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Empresário acusado de matar ex-jogador de vôlei deixa Delegacia de Homicídios em silêncio

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Empresário acusado de matar ex-jogador de vôlei deixa Delegacia de Homicídios em silêncio
MidiaNews/Reprodução

O empresário Idirley Alves Pacheco, acusado de assassinar a tiros o ex-jogador de vôlei Everton Fagundes Pereira, conhecido como "Boi", prestou depoimento na tarde desta segunda-feira (14) na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá.

Após o interrogatório, ele deixou o local em silêncio e foi encaminhado ao Fórum da capital, onde passará por audiência de custódia.

Idirley é o principal suspeito de ter executado Everton na noite de quinta-feira (11), em um trecho da Avenida Monte Líbano, no bairro Residencial Paiaguás. A vítima foi encontrada morta dentro de uma caminhonete Volkswagen Amarok com marcas de tiros.

Durante o depoimento, o empresário apresentou aos investigadores o local onde supostamente estaria a arma usada no crime. No entanto, os policiais não localizaram o armamento no endereço indicado.

Em conversa informal com os agentes no momento da apresentação, Idirley negou que o crime tenha sido motivado por ciúmes ou questões passionais.

Ele alegou que foi alvo de uma tentativa de extorsão por parte da vítima, o que teria motivado o homicídio. A versão será investigada pela Polícia Civil.

Entenda o caso

Segundo informações repassadas pela Polícia Civil, a ex-esposa de Idirley procurou uma delegacia após o crime e relatou que Everton havia sido sequestrado pelo empresário.

Ela afirmou que o ex-marido convidou Everton para ajudá-lo a esconder uma caminhonete Amarok com parcelas do financiamento em atraso. A vítima teria aceitado conduzir o veículo, levando Idirley como passageiro.

Durante o trajeto, Idirley teria disparado contra Everton, que perdeu o controle da caminhonete e colidiu com outro carro que trafegava na via. Everton não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

A Justiça de Mato Grosso decretou a prisão preventiva do empresário no domingo (13), após pedido formal da Delegacia de Homicídios. O caso segue sob investigação.