Mariana Bittencourt Santana, de 19 anos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro, Agricele Teixeira de Miranda, dentro de uma residência na zona rural.
Em seguida, o agressor voltou a arma contra si mesmo e disparou contra a própria cabeça. caso aconteceu na cidade de Porto dos Gaúchos, no interior de Mato Grosso, na manhã deste domingo (29).
A arma utilizada foi uma pistola Taurus, calibre .380. No local, a perícia encontrou ainda um segundo revólver, que também foi apreendido.
Conforme registrado no boletim de ocorrência, o relacionamento entre os dois durou cerca de quatro anos, mas havia terminado havia aproximadamente dois meses.
Na manhã do crime, o pai da vítima contou à polícia que ele, a esposa e Mariana foram até a propriedade de Agricele a pedido dele próprio, para que a jovem pudesse recolher seus pertences que ainda estavam na casa.
Ao chegarem, foram recebidos pelo suspeito na parte externa da residência. Todos conversaram por alguns minutos.
Depois, com a permissão de Agricele, a mãe e Mariana entraram para pegar os objetos, enquanto o pai permaneceu do lado de fora em conversa com o ex-namorado da filha.
Pouco depois, o homem disse que entraria para mostrar onde estavam as coisas. Foi nesse momento que o pai da jovem, ainda do lado de fora, ouviu os primeiros dois estampidos.
Ao se aproximar da porta, viu Agricele armado e recuou, ouvindo em seguida mais um disparo. Aterrorizado, ele saiu correndo em busca de socorro.
A Guarda Municipal foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou a mãe de Mariana em prantos.
Dentro da casa, os agentes localizaram o corpo de Agricele caído no chão, com a pistola ainda em sua mão direita e um tiro no lado direito da cabeça.
A poucos metros, estava o corpo de Mariana, atingida por dois disparos — um na região lombar e outro na cervical.
A mãe da vítima presenciou toda a cena, mas não conseguiu prestar depoimento devido ao forte abalo emocional. Ela foi atendida e removida por uma equipe médica do próprio local.
Os coros foram recolhidos pela Politec e encaminhados para os exames de praxe. As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil.