OPERAÇÃO SEPULCRO

Justiça determina sequestro de fazendas, mansões e apartamentos de luxo em Cuiabá

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Justiça determina sequestro de fazendas, mansões e apartamentos de luxo em Cuiabá

O juiz Moacir Rogério Tortato determinou o bloqueio e sequestros de bens em até R$ 21,7 milhões dos 11 alvos da Operação Sepulcro Caiado, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (30) para investigar um suposto esquema de falsificações e fraudes que causaram prejuízo aos cofres do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. 

Entre os bens apreendidos estão fazendas, terrenos, carros e apartamentos de luxo em Cuiabá, Várzea Grande e na cidade de Marília (SP). 

Um dos que mais tiveram bens apreendidos foi o empresário J. G. R. V., apontado como “cabeça” do esquema.

Ele teve apreendidos dois carros importados e um apartamento no condomínio Brasil Beach, em Cuiabá, conhecido por ter a maior piscina do País em extensão. 

Teve ainda quatro lotes apreendidos, entre eles um no Condomínio Alphaville. E outros cinco apartamentos.

Outros que seriam peça principal do suposto esquema são os advogados W. V. de M. e M. F. P. V. de M., que são casados. 

Eles tiveram quatro apartamentos apreendidos: um do Edifício Montreal, um no Residencial Pacem, um no Edifício Vitória Régia e um no Edifício Uniko 87. Ainda um lote no condomínio Alphaville e outro no bairro Cidade Alta. 

Outro nome importante do suposto esquema é o servidor do Tribunal de Justiça M. F. F.

Ele teve apreendido um veículo Toyota, uma carreta reboque, uma lancha e um jet ski. Ainda um lote no Pesqueiro Valle das águas em Acorizal e uma casa no Condomínio Florais dos Lagos, em Cuiabá. 

O esquema 

Conforme as investigações, o esquema consistia no ajuizamento de execuções de dívidas inexistentes por meio de J. G. R. V., que era representado nos autos pelos advogados W. V. de M. e M. F. P. V. de M. 

Sem o conhecimento das partes rés, o grupo simulava a quitação da dívida via depósito judicial, juntando aos autos comprovantes de pagamentos falsificados, dizem os policiais. 

Ainda segundo a Polícia Civil, um outro advogado, T. L. da S., era incluído no polo passivo e passava a figurar como defensor da parte executada.

O ingresso, conforme apurado, se dava com base em procuração falsa ou até mesmo sem procuração. 

Segundo os investigadores, em um movimento posterior, o servidor do Tribunal de Justiça M. F. F., também alvo da operação, é suspeito fazer a migração do valor "pago" da conta única do TJ para a conta vinculada ao processo, permitindo que houvesse fundos para seu resgate. As informações são do Midianews.