CRIME NA ORLA

Polícia identifica 14 barraqueiros envolvidos na agressão a turistas de MT

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Polícia identifica 14 barraqueiros envolvidos na agressão a turistas de MT

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), classificou como um crime grave a agressão coletiva sofrida por dois turistas de Tangará da Serra (a 239 km de Cuiabá), espancados na praia de Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, no último sábado (27). Segundo a gestora, 14 pessoas já foram identificadas e serão indiciadas. Ela se referiu aos envolvidos como “bandidos”.

De acordo com a governadora, os turistas mato-grossenses foram brutalmente agredidos por criminosos que estavam na praia. “Já sabemos quem são. Quatorze pessoas envolvidas já foram qualificadas e serão indiciadas. Todas as providências cabíveis estão sendo tomadas, inclusive o cuidado com os turistas. Em nome do povo de Pernambuco, que não compactua com esse tipo de atitude, peço desculpas. Nosso povo é acolhedor e transpira carinho com quem vem nos visitar”, afirmou durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (29).

As agressões ocorreram na tarde de sábado (27) e tiveram como vítimas os empresários Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, que passavam férias no Litoral Sul do Recife. Segundo o governo estadual, o setor de inteligência da Secretaria de Defesa Social (SDS) investiga o caso.

Em publicações nas redes sociais, as vítimas relataram que a confusão começou após uma cobrança indevida pelo uso de cadeiras. Inicialmente, o valor combinado era de R$ 50, mas posteriormente um dos barraqueiros teria informado que o preço seria R$ 80. Vídeos do episódio, que viralizaram nas redes sociais e foram amplamente divulgados pela imprensa, mostram o momento em que os empresários contestam a cobrança. Ainda segundo o relato deles, após a reclamação, um vendedor teria arremessado uma cadeira contra um dos turistas, dando início às agressões. Outras pessoas se juntaram ao ataque em seguida.

Raquel Lyra classificou a agressão coletiva como “absolutamente inadmissível”. O Governo de Pernambuco informou, por meio de nota, que reforçou as ações de segurança no local. Também foi realizada, na manhã desta segunda-feira (29), uma reunião com representantes da Secretaria de Defesa Social, Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Procon) e da Prefeitura de Ipojuca.

Entenda o caso

Segundo as vítimas, a agressão teve início após comerciantes tentarem cobrar um valor maior do que o combinado pelo aluguel de cadeiras e guarda-sol. Em entrevista ao g1 no domingo (28), Johnny Andrade detalhou a situação.

“Quando estávamos descendo próximo às barracas, um homem nos abordou oferecendo o serviço. Ele disse que o valor das cadeiras seria R$ 50 e que, se consumíssemos os petiscos, não precisaríamos pagar pelo uso da barraca. Por volta das quatro da tarde, pedimos a conta e ele afirmou que, como não havíamos consumido os petiscos, o valor passaria a ser R$ 80”, relatou.

O casal se recusou a pagar o novo valor, que teria sido alterado sem aviso prévio. Diante da recusa, os comerciantes responsáveis pela barraca iniciaram as agressões com socos e cadeiradas.

Dezenas de pessoas deram continuidade ao ataque, e o casal precisou pedir ajuda aos guarda-vidas civis que estavam na praia. Os vídeos que circulam nas redes sociais mostram as vítimas cercadas por um grupo de homens, que tentam agredi-las com tapas, socos e arremessos de areia.

Em nota, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco informou que, quando as forças de segurança chegaram ao local, a situação já estava controlada. As vítimas foram socorridas por equipes de guarda-vidas civis da prefeitura e encaminhadas para atendimento médico.