O policial militar Ricker Maximiano de Moraes foi condenado a 12 anos e 10 meses de prisão, em regime fechado, por tentativa de homicídio qualificado contra um adolescente. O crime ocorreu em 2018, em Cuiabá. A decisão do júri popular saiu nessa terça-feira (8).
O julgamento foi realizado no Plenário do Júri do Fórum da Capital e durou mais de 11 horas. A sessão foi conduzida pelo juiz Lawrence Pereira Midon.
Na sentença, o magistrado destacou o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima como fator agravante.
Por se tratar de uma tentativa de homicídio, foi aplicada uma atenuante, resultando na pena final de 12 anos e 10 meses.
O juiz também determinou a manutenção da prisão preventiva, a suspensão dos direitos políticos do réu e o pagamento de uma indenização mínima no valor de 10 salários mínimos à vítima.
Segundo a investigação, o crime ocorreu após o adolescente e três amigos presenciarem uma discussão entre Ricker e sua então namorada. Os jovens teriam passado pelo local rindo, o que irritou o policial.
Ele abordou o grupo, iniciou uma discussão e, em seguida, sacou uma arma e atirou. O adolescente foi atingido na nádega e precisou passar por cirurgia, ficando com sequelas permanentes.
Responde por feminicídio
Além da condenação, Ricker Maximiano também responde por feminicídio. Em maio deste ano, ele confessou ter matado a esposa, Gabrieli Daniel Souza de Moraes, de 31 anos, com vários tiros. O crime aconteceu no bairro Praeirinho, em Cuiabá, na frente dos filhos do casal, de 3 e 5 anos.
Após cometer o crime, o militar fugiu da residência, mas se entregou à Polícia Civil na madrugada do dia seguinte, 26 de maio, quando confessou o assassinato.