Sem citar nomes, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), comparou a deputada estadual Janaína Riva (MDB) ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), e rechaçou qualquer possibilidade de aliança entre MDB e PL nas eleições de 2026 em Mato Grosso.
Segundo ele, a prioridade do grupo político será conquistar o maior número possível de cadeiras no Senado com a finalidade de garantir votos suficientes para eventuais processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O gestor ainda ironizou a movimentação de lideranças locais que buscam se aproximar de adversários políticos em nome de projetos eleitorais.
Para ele, esse tipo de articulação representa apenas “jogadas de conveniência” e não uma estratégia consolidada.
Todas as críticas foram proferidas no ato em que pedia anistia para os golpistas do 8 de janeiro de 2023, realizado neste domingo, 7 de setembro, dia da Independência do Brasil.
Na ocasião, bandeiras dos Estados Unidos foram estendidas, em meio ao tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump, numa “chantagem” ao Governo brasileiro para anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Tem novos Fávaros aqui na política mato-grossense. E não é questão de gênero, não. Não cai nessa conversa, não. Nós teremos mulheres de direita na política, assim como nós temos homens de direita na política”, disparou.
Janaína Riva aparece em segundo lugar como intenção de voto ao Senado em pesquisas eleitorais, atrás apenas do governador Mauro Mendes (UB).
Além disso, assumiu o MDB no dia 21 de agosto deste ano com o objetivo de ‘endireitar’ a sigla para o próximo ano eleitoral.
Além disso, o sogro dela, senador Wellington Fagundes (PL) é précandidato ao Governo e já afirmou que não irá descartar apoios no pleito. Apesar disso, Abilio reforçou que sua estratégia eleitoral não passa por composições com o MDB.
"O contrapeso do Supremo Tribunal Federal é o Senado. Se a pessoa quer ser candidata ao Senado, mas está tirando foto com o cara que está cometendo as atrocidades, de que lado ela vai estar? Ah, mas eu sou a favor da pena de morte para quem faz mal às mulheres. Eu também sou. Mas o partido da pessoa está votando contra, lá [em Brasília]. O partido da pessoa está votando contra, lá. Eu estive lá”.
"O candidato ao Senado que não entende o que nós estamos passando, com o meu voto não vai ter, não. Ah, mas o presidente do partido vai concordar. É, conversa com os russos. Conversa com a gente aqui, ó. A gente não vai entregar o nosso país para político em cima do muro. Você sabe por quê? Porque senão tudo isso aqui [manifestação de rua] é em vão".