O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso (Creci/MT) decidiu endurecer o tom contra instituições de ensino suspeitas de ofertar cursos irregulares de Técnico em Transações Imobiliárias (TTI), especialmente aquelas que atuam fora do Estado.
Em nota pública, ele repudiou matérias divulgadas recentemente que, segundo ele, insinuam benefícios indevidos a escolas técnicas mato-grossenses em detrimento de unidades de outros estados.
Segundo o presidente, Mato Grosso já conta com 15 escolas técnicas devidamente autorizadas e credenciadas para formar profissionais da área.
“É legítimo questionar: qual o motivo de um aluno optar por estudar fora do Estado? Ninguém é impedido de fazê-lo, desde que o curso seja oferecido em conformidade com as normas estabelecidas pelo MEC”, destacou.
O embate ocorre em meio a um movimento nacional. O Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI) publicou a Portaria nº 085, que proíbe a aceitação de diplomas obtidos por meio de certificação de competências.
No mesmo caminho, o Creci/MT editou norma regional exigindo que estudantes formados fora de Mato Grosso comprovem presencialmente que frequentaram atividades no estado de origem da escola.
O presidente afirma que o objetivo é combater a proliferação de cursos 100% a distância, considerados ilegais por descaracterizarem a formação prática exigida pela legislação profissional.
“Chantagem midiática” e medidas judiciais Ainda segundo o dirigente, os ataques ao Conselho têm origem em escolas que atuam à margem da lei e, em alguns casos, em conluio com órgãos que deveriam fiscalizar a educação profissional. “Não vamos nos intimidar com chantagens midiáticas ou pressões externas. Nosso compromisso é com os corretores de imóveis, com a sociedade e com a legalidade”, enfatizou.
O Creci/MT anunciou que irá acionar judicialmente os responsáveis pelas tentativas de “denegrir a imagem da instituição” e reafirmou que seguirá vigilante para proteger a categoria e os consumidores finais.