Seis integrantes de uma organização criminosa foram condenados pelo Tribunal do Júri de Barra do Garças (509 km de Cuiabá) pelas mortes de João Vitor Menez Soares, de 22 anos, e da filha dele, Zayra Menez Carvalho, de dois anos, além da tentativa de homicídio contra a mãe da criança, Jady Brito Carvalho. Somadas, as penas chegam a quase 500 anos de prisão.
O julgamento começou na manhã do dia 10 de fevereiro e terminou na noite do dia 11. Os réus foram condenados por dois homicídios qualificados, tentativa de homicídio, lesão corporal, corrupção de menores e participação em organização criminosa. As penas variam de 42 a 95 anos de reclusão.
O crime ocorreu em 9 de fevereiro de 2024. Pai e filha foram baleados enquanto dormiam. João Vitor morreu no local. A menina chegou a ser socorrida, mas não resistiu. A mãe foi atingida, recebeu atendimento médico e sobreviveu. O caso causou forte comoção na cidade.
As investigações foram conduzidas pela Polícia Civil, com apoio do Gaeco. Durante a Operação Zayra, mandados de prisão e busca foram cumpridos em cidades de Goiás e no Rio de Janeiro, onde foi localizado o mandante. Segundo apurado, João Vitor teria sido jurado de morte após deixar uma facção criminosa.
Para o Ministério Público, a condenação reforça o combate ao crime organizado e representa uma resposta à gravidade do caso, marcado pela morte da criança, que mobilizou a população por justiça.