TRAMA MACABRA

Vídeo mostra médica apagando dentro de hospital dados de celular de amante assassinado

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Vídeo mostra médica apagando dentro de hospital dados de celular de amante assassinado
Foto: Reprodução/Gazeta Digital

Imagens de câmeras de segurança do Hospital 13 de Maio, em Sorriso, registraram a médica Sabrina Iara de Mello acompanhando o atendimento do empresário Ivan Michel Bonotto, esfaqueado momentos antes, no dia 22 de março.

Nas gravações, ela aparece segurando o celular da vítima — aparelho que, segundo a Polícia Civil, teria tido dados apagados por ela para esconder um caso extraconjugal entre os dois.

A Polícia afirma que Sabrina teria deletado mensagens, fotos e até um vídeo feito por Ivan do autor do crime.

O celular só foi entregue à família dias depois, já com diversos arquivos excluídos. Ao ser questionada, a médica alegou que teria apagado os dados para "proteger" a vítima.

Segundo a investigação, a motivação do crime seria passional. Gabriel Tacca, marido da médica e empresário, teria descoberto a suposta traição e encomendado o assassinato.

Ele foi preso nesta terça-feira (15), durante a Operação Inimigo Íntimo, assim como Danilo Guimarães, apontado como autor das facadas. Sabrina foi alvo de mandado de busca e apreensão.

O crime ocorreu dentro da distribuidora de bebidas de Gabriel, onde Ivan foi atacado pelas costas em uma suposta simulação de briga. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança. Ivan foi socorrido e levado ao hospital, onde permaneceu internado por mais de 20 dias, falecendo em 13 de abril.

De acordo com o delegado Bruno França, responsável pelo caso, a médica teria usado sua condição profissional para ter acesso ao celular da vítima e tentar encobrir o relacionamento extraconjugal. “As investigações apontaram que a médica foi mentora da fraude processual e cometeu uma série de atos para esconder da Polícia a realidade dos fatos”, afirmou.

A Polícia revelou ainda que Ivan era amigo do casal e, sempre que visitava Sorriso, hospedava-se na casa dos dois. A relação de proximidade teria contribuído para o desenrolar trágico dos acontecimentos.

O caso segue em investigação.