Uma jovem de 23 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil, suspeita de torturar uma bebê de apenas cinco meses em Gaúcha do Norte, no interior de Mato Grosso. A prisão ocorreu após investigações indicarem que a criança sofreu graves lesões enquanto estava exclusivamente sob os cuidados da investigada, que trabalhava como babá da família.
O caso veio à tona quando a mãe da bebê foi até a residência da suspeita para amamentar a filha e percebeu diversos ferimentos no rosto da criança. Diante da situação, a menina foi levada imediatamente para atendimento médico.
No hospital, os profissionais descartaram a possibilidade de uma queda acidental, já que a bebê apresentava múltiplas lesões na região da cabeça e do rosto. A partir daí, a Polícia Civil iniciou as investigações e constatou que, no momento em que os ferimentos foram provocados, apenas a babá estava com a criança.
Durante o interrogatório, a suspeita afirmou que as marcas poderiam ter sido causadas pelo cinto de segurança do carrinho de bebê, alegando que a menina teria dormido sobre o equipamento. No entanto, a versão foi rejeitada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que concluiu que as lesões foram provocadas por ação contundente na cabeça da vítima, incompatíveis com o tipo de marca deixada por cintos ou dispositivos de contenção.
Diante das evidências reunidas, a autoridade policial autuou a investigada em flagrante pelo crime de tortura, conforme previsto na Lei nº 9.455/1997. A jovem foi encaminhada à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia.