DISPUTA DA PRESIDÊNCIA

Com Ilde Taques na frente, Abilio dá eleição da Câmara de Cuiabá como resolvida

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Com Ilde Taques na frente, Abilio dá eleição da Câmara de Cuiabá como resolvida

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que considera encerradas as articulações em torno da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores e disse que agora pretende apenas aguardar a votação, marcada para esta terça-feira (6).

Ele garantiu que manterá o diálogo institucional independentemente de quem for escolhido para comandar o Legislativo no biênio 2027/2028.

A declaração ocorre em meio à disputa entre os vereadores Ilde Taques (Podemos) e Dilemário Alencar (União).

Ilde afirma contar com o apoio de 15 dos 27 parlamentares da Casa, enquanto Dilemário mantém a candidatura e segue buscando votos. A maioria necessária para eleger o presidente é de 14 vereadores.

Ao ser questionado sobre o cenário e o apoio declarado a Ilde, Abilio afirmou que não pretende interferir mais na disputa.

“Nenhuma articulação, eu acho que já está resolvido. Agora é aguardar os vereadores fazerem a votação e ver o resultado que vai dar”, declarou.

O prefeito também afirmou que, caso Ilde seja eleito, pretende estabelecer uma relação institucional com o novo presidente, assim como faria com qualquer outro nome escolhido pelos vereadores.

“Qualquer um que ganhar eu vou ter que conversar com ele. Seja o Ilde, seja qualquer outro nome que surgir, quem for eleito presidente da Câmara eu vou ter que conversar com ele e buscar uma boa relação institucional”, disse.

A fala ocorre após semanas de articulações em que Abilio participou diretamente das negociações para tentar manter influência sobre a composição da Mesa.

O grupo inicialmente ligado à atual presidente, Paula Calil (PL), acabou lançando Dilemário após a tentativa de viabilizar a reeleição dela não avançar.

Apesar da vantagem numérica anunciada por Ilde, Abilio reforçou que o resultado só será conhecido após a votação em plenário.

Segundo ele, uma eventual mudança no comando da Câmara não pode comprometer a relação entre os dois Poderes.

“A gente não pode ter uma guerra entre o Poder Legislativo e o Poder Executivo, porque isso vai prejudicar o desenvolvimento do município”, afirmou.