O empresário Vanderlei Sattler, de 65 anos, foi identificado como uma das três vítimas do acidente aéreo registrado no dia 10 de setembro, em uma fazenda de Água Boa (a 730 km de Cuiabá).
Natural de Montenegro, no Rio Grande do Sul, Sattler era sócio de uma empresa especializada em manutenção e reparos de aeronaves, localizada em Mato Grosso do Sul.
O avião, um bimotor Cessna de prefixo N401NA, caiu em uma propriedade rural e foi tomado pelas chamas.
Os corpos dos três ocupantes foram encontrados carbonizados. As outras duas vítimas seriam homens naturais do Paraguai, mas a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) ainda trabalha na confirmação das identidades.
Conforme as investigações, Sattler havia adquirido a aeronave havia cerca de quatro meses.
O avião, no entanto, não estava habilitado para operar no Brasil: não possuía processo de nacionalização, matrícula brasileira ou certificado de aeronavegabilidade.
As diligências apontaram ainda que a aeronave decolou de Goiânia sem autorização, documentação regular e plano de voo aprovado.
O Cessna havia sido apreendido em 2017, em Goiás, durante uma operação da Polícia Federal de combate ao tráfico internacional de drogas. Posteriormente, a aeronave foi leiloada pela Justiça Federal.
A Polícia Civil de Mato Grosso investiga se o bimotor voltou a ser utilizado em atividades criminosas.
A análise do itinerário indica que os três ocupantes seguiam em direção a um país vizinho, possivelmente a Venezuela.
Caso as identidades dos dois paraguaios sejam confirmadas, a Polícia Civil aponta que um deles possui pendências judiciais no país de origem e restrição para deixar o território nacional.
As circunstâncias do acidente e a possível utilização da aeronave em atividades criminosas seguem sob investigação. Com informações do site Gazeta Digital