Marcos Pereira Soares foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso pelos delitos de feminicídio qualificado, sequestro qualificado, tortura e ocultação de cadáver. Ele é o principal suspeito do homicídio da irmã adolescente. O crime ocorreu no dia 10 de março deste ano. Como o estupro ainda não foi confirmado pelos laudos periciais, ele ainda não foi denunciado por esse crime, mas poderá haver acréscimo à acusação para posterior inclusão do crime.
Conforme a denúncia do Ministério Público, Marcos matou a irmã por sufocamento, em ambiente de violência doméstica e familiar, empregando meio cruel (lesões por calor e imobilização dos membros) e recurso que impediu a defesa da vítima, configurado por armadilha sob falso pretexto familiar.
Antes do homicídio, ele a manteve em cativeiro e a submeteu a sessões de tortura, provocando queimaduras de segundo e terceiro graus. Após o crime, escondeu o corpo no leito do Córrego Vassoura, com a intenção de dificultar seu achado.
De acordo com a apuração, na manhã do dia do crime, o denunciado transferiu-se, com sua companheira, de uma moradia no bairro Três Barras para um imóvel no bairro Tancredo Neves, com a ajuda de outro irmão dele e da vítima. Após finalizar a mudança, insistiu em levar esse irmão de volta ao bairro de origem.
No percurso, passou pela casa da vítima e, posteriormente, ao chegar na residência do familiar, recebeu uma ligação da companheira, ocasião em que afirmou ter outros afazeres ao longo do dia.
Em seguida, o acusado dirigiu-se à casa da vítima e a convidou para visitar a mãe. O companheiro da jovem relutou em liberar sua saída, mas foi intimidado. Acreditando que iria à casa materna, E. P. S. saiu com o irmão.
Contudo, foi conduzida para o antigo imóvel dele, onde foi mantida em cativeiro, torturada e, posteriormente, morta. Após o feminicídio, o acusado levou e arremessou o corpo no leito do Córrego Vassoura, situado nos fundos do terreno.
Na denúncia, o MPMT também solicitou a fixação de compensação à família da vítima no valor de 40 salários mínimos, a título de reparação por danos morais e materiais. O promotor de Justiça salientou ainda que há vestígios do envolvimento de outras pessoas na ação criminosa, razão pela qual as investigações prosseguem em andamento.