QUEDA NO QUILOMBO

Jovem que caiu em bueiro relata dores e conta detalhes do acidente

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Jovem que caiu em bueiro relata dores e conta detalhes do acidente

Uma jovem, vítima de uma queda em um bueiro no bairro Quilombo, em Cuiabá, contou que ficou consciente durante os dois a três minutos em que esteve dentro do buraco e conseguiu ligar para a mãe para pedir ajuda. O acidente aconteceu no fim da tarde de domingo (17). Ela foi levada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde exames revelaram ferimentos na boca e no maxilar.

A garota disse que, no início, ficou confusa e teve a sensação de que aquilo não era real. Assim que viu o celular, a primeira atitude foi ligar para a mãe. Mesmo sangrando, conseguiu pedir socorro.

No momento da queda, ela estava com sua cachorrinha de estimação, chamada Pitu. O animal não caiu no buraco e ajudou a chamar a atenção de pessoas que passavam pelo local.

“Na hora do atendimento, consegui ficar consciente para dizer onde levar a cachorrinha. Algumas pessoas perguntaram se ela está bem. Ela está bem. Acho que ela subiu e conseguiu chamar a atenção das pessoas porque estava com coleira. Ela foi levada para casa. Tive muita sorte de ter várias pessoas se mobilizando para me ajudar”, relatou.

Socorrida ao HMC, passou por exames que constataram fratura no maxilar, um dente quebrado e vários ferimentos na boca, que precisaram de pontos. Ela também teve lesões nos braços e no ombro, onde sente muitas dores.

A jovem explicou que passou por atendimento com um cirurgião-dentista e uma médica bucomaxilar. A profissional fez a sutura e solicitou exames. Segundo o dentista, o procedimento para recolocar o dente será tranquilo, mas será necessário aguardar a região se recuperar, pois está muito sensível. Os pontos devem permanecer até domingo ou, no máximo, terça-feira da próxima semana.

Por causa das dificuldades para engolir, está se alimentando de sopas batidas e sorvete.

Ao final, ela fez um alerta: após ver o vídeo do acidente, pensou no perigo para idosos ou crianças, já que o local fica próximo a escolas e tem grande circulação de pedestres. “Tive muita sorte de não ter sofrido nada mais grave do que a fratura nos dentes e os ralados. Se fosse uma pessoa idosa, não sabemos o que poderia acontecer. É realmente um perigo”, concluiu.