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"Wellington não fez campanha na rua, praticamente não existiu", diz Júlio Campos

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"Wellington não fez campanha na rua, praticamente não existiu", diz Júlio Campos

O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que a falta de um palanque forte durante a campanha foi um dos fatores que contribuíram para sua não reeleição. Segundo ele, o apoio ao candidato ao governo Wellington Fagundes (PL) não resultou na mobilização esperada no interior de Mato Grosso.

Júlio explicou que ficou em uma situação de isolamento político após a candidatura de seu irmão, Jayme Campos (União), ao Governo do Estado ser inviabilizada. Por lealdade ao irmão e ao grupo político, decidiu acompanhar Wellington, mas afirma que não encontrou uma estrutura de campanha capaz de impulsionar sua candidatura.

“Fiquei sem palanque. Não podia participar do palanque do partido nem do outro lado. E o Wellington não fez campanha na rua, praticamente não existiu no interior”, declarou.

Na avaliação do deputado, a ausência de Wellington em eventos e atividades de campanha pelo interior acabou prejudicando candidatos que dependiam daquele palanque para ampliar a votação.

Júlio recebeu cerca de 18,5 mil votos na eleição e terminou como primeiro suplente. Apesar do resultado, afirmou que continuará exercendo o mandato na Assembleia Legislativa e pretende permanecer ativo na política de Mato Grosso.

Por fim, o parlamentar ressaltou o impacto da polarização nacional, ressaltando que a "onda bolsonarista" e o desempenho do PT canalizaram votações atípicas em Mato Grosso. Ele afirma que candidatos alinhados à direita radical e à esquerda superaram amplamente as estimativas das pesquisas internas, estrangulando o espaço para candidaturas tradicionais de centro-direita.  

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