OPERAÇÃO MANDATO ESPÚRIO

Polícia Civil apreende 4 Rolex e arma na casa de suplente de deputado estadual

MIDIANEWS
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Polícia Civil apreende 4 Rolex e arma na casa de suplente de deputado estadual

A Polícia Civil apreendeu, nesta terça-feira (25), relógios de luxo, armas e joias na casa do suplente de deputado e ex-presidente do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Hugo Garcia (PSDB). Hugo é um dos alvos de mandado de busca e apreensão na Operação Mandato Espúrio, que apura movimentações financeiras irregulares superiores a R$ 1 milhão envolvendo o instituto. A investigação apura os crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, supostamente cometidos por ele e pelo ex-diretor do IMAFIR-MT. Em imagens divulgadas pela Polícia Civil, é possível ver os bens de luxo apreendidos na residência do ex-presidente.

Entre os relógios estão modelos da marca Rolex, como um Datejust 41, cujo valor pode chegar a R$ 96 mil; um Rolex Deepsea, avaliado em até R$ 556 mil; um Rolex Submariner Date "Starbucks", com valor estimado entre R$ 75 mil e R$ 110 mil; e um Datejust 31, avaliado em R$ 46,3 mil. Além dos relógios, foram apreendidos anéis e uma pulseira. A Polícia Civil também apreendeu uma arma de fogo com munições, celulares e um computador da marca Apple. Hugo Garcia foi candidato a deputado estadual e, em 2024, chegou a tomar posse na Assembleia Legislativa de Mato Grosso como suplente do deputado Valmir Moretto (Republicanos). Em setembro do mesmo ano, ele foi preso durante uma blitz da Operação Lei Seca, em Cuiabá. Na ocasião, segundo as informações divulgadas, ele dirigia um Porsche e apresentava sinais de embriaguez quando foi abordado. O então deputado teria se recusado a realizar o teste do bafômetro, mas foi liberado após o pagamento de fiança. Neste ano, ele é novamente candidato à Assembleia Legislativa. A operação A operação deflagrada nesta terça-feira (25) apura fatos relacionados à administração do IMAFIR-MT, incluindo, em tese, atos de gestão e movimentações financeiras realizadas durante um período de disputa pela representação legal da entidade. Foram cumpridos, em Cuiabá, dois mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, além de medidas de bloqueio de contas bancárias e suspensão dos acessos bancários dos investigados às contas do IMAFIR-MT, que configura como vítima e colabora com as investigações Há suspeita de que um ex-dirigente do instituto tenha realizado movimentações financeiras irregulares, apesar de um acordo homologado e de uma decisão judicial que o impediam de reassumir a presidência e praticar atos em nome da entidade. Os indícios apontam para alterações estatutárias, disputa interna pela administração, celebração de acordo homologado judicialmente e posterior decisão que restringiu a prática de atos de gestão. Também são investigadas expressivas movimentações patrimoniais em favor de pessoas físicas e jurídicas ligadas à administração da entidade à época. Conforme apurado pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, as transações financeiras consideradas irregulares ultrapassam R$ 1 milhão.