O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), cobrou a Prefeitura pelo atraso no envio de respostas aos requerimentos apresentados pelo Legislativo. A manifestação ocorreu durante a sessão ordinária desta terça-feira (15).
Durante aparte à vereadora Gisa Barros, que abordava a falta de pagamentos e a paralisação de cirurgias bariátricas no município, Wanderley afirmou que a Prefeitura editou um decreto que transfere ao secretário de Governo, Silvio Fidelis, a responsabilidade formal pelas respostas aos pedidos dos vereadores.
Segundo o parlamentar, a medida tem dificultado o acesso às informações solicitadas pela Câmara.
“Vamos notificar a prefeita, com prazo de 48 horas, para que responda todos os requerimentos que se encontram atrasados nesta Casa”, afirmou Wanderley.
O vereador também fez críticas à situação financeira do município e afirmou que a administração acumula dívidas. “A dívida do município está fora do normal. E já aviso: a próxima gestão que entrar, daqui a dois anos, aguarde, porque o rombo é grande”, declarou.
Empresa sem receber
Wanderley também denunciou atrasos nos pagamentos a empresas contratadas pelo município. Segundo ele, a empresa responsável pela reforma da sede da Câmara está há oito meses sem receber pelos serviços executados.
O presidente ressaltou que a obra, orçada em cerca de R$ 3,2 milhões, não utiliza recursos do caixa da Prefeitura.
De acordo com Wanderley, os recursos são provenientes de R$ 12 milhões viabilizados junto ao Governo do Estado, R$ 1 milhão de emenda do senador Jayme Campos e R$ 854 mil devolvidos pelo próprio Legislativo.
“O dinheiro foi devolvido por esta Casa, não é dinheiro da Prefeitura. A reforma daqui não tem um real da Prefeitura”, afirmou.
Críticas à saúde
O presidente da Câmara ainda comparou os valores destinados à reforma do Legislativo com obras realizadas na área da saúde.
Segundo ele, a reforma do prédio da Câmara, com quase 4,7 mil metros quadrados, custou menos de R$ 3,2 milhões. Já a obra do telhado do Pronto-Socorro Municipal teria consumido R$ 12,7 milhões e ainda não foi concluída.
Wanderley também citou problemas estruturais na unidade de saúde, entre eles a interdição do banheiro da Sala Vermelha.
A Prefeitura de Várzea Grande ainda não se manifestou sobre as críticas apresentadas pelo presidente da Câmara.