MORTE EM CHAPADA

Vereador consegue absolver trabalhador acusado de assassinar fazendeiro em MT

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Vereador consegue absolver trabalhador acusado de assassinar fazendeiro em MT

O vereador por Cuiabá e advogado Daniel Monteiro (Republicanos) voltou a atuar na advocacia e conseguiu a absolvição, no Tribunal do Júri, de um trabalhador braçal e analfabeto acusado de matar um fazendeiro em Chapada dos Guimarães.

A defesa sustentou que o réu agiu em legítima defesa. Em caso de condenação, segundo Monteiro, ele poderia pegar de 6 a 20 anos de prisão.

O réu, Florentino, conhecido como Sassá, havia trabalhado por aproximadamente 40 dias para a vítima, identificada como Celso.

Conforme a versão apresentada pela defesa, durante o período de trabalho, Sassá teria sofrido uma série de abusos, passado fome e não recebido o salário que havia sido combinado.

“Ele trabalhou lá cerca de um mês e dez dias, mais ou menos 40 dias, passou fome e não recebeu nenhum centavo do salário combinado. Chegou a pedir comida para os vizinhos”, relatou Daniel Monteiro.

De acordo com o advogado, o episódio que terminou na morte do fazendeiro ocorreu no dia em que Sassá deixaria o local levando seus pertences. Durante o transporte da mudança, um botijão de gás caiu da caminhonete.

O trabalhador teria colocado o botijão sobre a própria motocicleta e seguido até sua residência, chegando depois do veículo que transportava a mudança.

Segundo a defesa, ao chegar ao destino, Sassá teria sido questionado pelo patrão pela demora e, na sequência, agredido com um soco e um empurrão.

Monteiro afirmou ainda que, durante o confronto, Celso teria ido buscar uma faca que mantinha na caminhonete. Sassá, então, procurou entre seus pertences algum objeto para se defender e encontrou uma faca de cozinha.

“Ele pegou a faca para se defender, segurou a faca do agressor com a mão esquerda, chegando a quebrá-la, e reagiu com a faca que havia encontrado entre seus pertences. A vítima acabou morrendo, mas ele agiu em legítima defesa”, afirmou Daniel Monteiro.

A tese de legítima defesa apresentada pelo advogado foi acolhida pelos jurados, e Sassá foi absolvido no Tribunal do Júri.

Com a decisão, o trabalhador ficou livre de uma possível condenação de aproximadamente 20 anos de prisão. Para a defesa, o resultado reconheceu que Sassá reagiu diante de uma situação em que sua própria integridade estava ameaçada.