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Abilio sai em defesa de Mauro Mendes e questiona momento da Operação Heritage

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Abilio sai em defesa de Mauro Mendes e questiona momento da Operação Heritage

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), saiu em defesa do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), alvo da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal. Aliado político de Mauro e apoiador da pré-candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso, o prefeito questionou o momento da ação policial e afirmou que a investigação teria sido antecipada por adversários políticos.

Segundo Abilio, declarações feitas anteriormente pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), pelo senador Jayme Campos (União Brasil) e até por familiares de integrantes do grupo político indicavam que a operação já era esperada, o que, na avaliação dele, compromete o sigilo e a credibilidade da investigação.

"É difícil uma operação com data marcada e com agentes políticos sabendo quando vai acontecer. Ainda mais um dia depois das convenções partidárias. Isso acaba contaminando o processo da investigação", declarou.

O prefeito afirmou que, caso os fatos investigados ainda estivessem ocorrendo, haveria justificativa para a operação, mas questionou a escolha do período em que a Polícia Federal cumpriu as medidas, em meio ao calendário eleitoral.

Abilio também comparou a situação de Mauro Mendes à investigação envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre suposta fraude em cartões de vacinação durante o período eleitoral de 2022. Segundo ele, a operação teve grande repercussão política, mas acabou sendo posteriormente arquivada.

"Durante o período eleitoral fizeram toda aquela narrativa. Depois das eleições, o processo foi arquivado. Eu acho que está acontecendo algo semelhante agora", afirmou.

Outro ponto criticado pelo prefeito foi a decisão judicial que determinou medidas cautelares contra Mauro Mendes, entre elas a retenção do passaporte. Para Abilio, o ex-governador não representa risco de fuga por ser candidato ao Senado.

"Ele é candidato ao Senado. Vai fugir do quê? Acho que isso acaba prejudicando todo o processo", disse.

Apesar das críticas ao momento da operação, o prefeito ressaltou que a investigação deve seguir normalmente para esclarecer os fatos.

"Se houve irregularidade, tem que investigar e esclarecer. O problema é quando informações sigilosas chegam antes a agentes políticos e acabam sendo divulgadas. Isso prejudica o procedimento e cria uma narrativa antes mesmo da conclusão das investigações", afirmou.

Abilio ainda sustentou que eventuais vazamentos de informações sobre a operação comprometeram a condução do caso e afirmou confiar que os eleitores saberão avaliar os acontecimentos durante o processo eleitoral.

Mauro atribui investigação a adversários políticos

Também nesta semana, Mauro Mendes afirmou que a Operação Heritage estaria sendo utilizada para desgastar sua candidatura ao Senado. O ex-governador acusou Pedro Taques de ter "fabricado" a denúncia que originou a investigação e responsabilizou ainda o senador Jayme Campos (União Brasil), a deputada estadual Janaína Riva (MDB) e o senador Carlos Fávaro (PSD) por, segundo ele, anteciparem nos bastidores a realização da operação.

A declaração amplia o clima de tensão política no Estado, intensificado após Abilio Brunini romper com parte do grupo do PL em Mato Grosso para apoiar a candidatura de Otaviano Pivetta ao Governo do Estado. Nos últimos dias, o prefeito também criticou a aliança entre PL e MDB, classificando o grupo formado por Wellington Fagundes (PL), Janaína Riva, Jayme Campos e o ex-prefeito Emanuel Pinheiro como representante da "velha política".

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