EMENDA OCULTA

Elizeu afirma que valores apreendidos são legais e nega irregularidades

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Elizeu afirma que valores apreendidos são legais e nega irregularidades

O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) se pronunciou publicamente sobre as acusações relacionadas à Operação Emenda Oculta, conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) do Ministério Público Estadual (MPE), que investiga suposto desvio de recursos de emendas parlamentares por meio de convênios com institutos voltados à cultura e ao esporte.

Segundo o parlamentar, os R$ 150 mil em espécie apreendidos em sua residência têm origem lícita, sendo provenientes de salário, verba indenizatória e aposentadoria da Polícia Militar. Ele afirmou ainda que os valores estão devidamente declarados no Imposto de Renda, além de haver comprovantes de saque que demonstram a origem do dinheiro.

Elizeu também destacou que tem o hábito de manter dinheiro em espécie em casa, prática que, segundo ele, já foi informada em declarações anteriores, inclusive durante períodos eleitorais. Ele citou que, em 2018, declarou cerca de R$ 150 mil, e em 2022, entre R$ 170 mil e R$ 180 mil.

O deputado também defendeu a aplicação de aproximadamente R$ 7,7 milhões em emendas parlamentares nos últimos três anos. De acordo com ele, os recursos foram destinados à educação militar, especialmente para a aquisição de kits de uniformes de educação física para mais de 25 escolas militares em Mato Grosso.

Sobre a possibilidade de punição por parte do Partido Novo, Elizeu afirmou que considera a situação normal para quem está sendo investigado, ressaltando que qualquer sanção deve ocorrer apenas após decisão definitiva da Justiça. Ele declarou estar tranquilo e confiante na própria inocência, aguardando acesso completo aos autos para apresentar sua defesa.

A Operação Emenda Oculta teve início após a descoberta de um vídeo que supostamente registra o pagamento de propina. Entre os investigados estão Elizeu Nascimento e seu irmão, o vereador por Cuiabá, Cezinha Nascimento (União).

As investigações indicam que o material foi encontrado em um celular apreendido durante a Operação Gorjeta e se tornou peça central para o avanço do caso. Segundo apuração, agentes políticos teriam direcionado emendas parlamentares para o Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e o Instituto Brasil Central (IBRACE), com a finalidade de desviar recursos.

Ainda conforme a investigação, a empresa Sem Limites Esporte e Evento LTDA teria sido utilizada para operacionalizar o esquema, recebendo valores dos institutos e repassando parte dos recursos aos parlamentares envolvidos.

A Operação Emenda Oculta é um desdobramento da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em 27 de janeiro de 2026. Na ocasião, foi identificado um suposto esquema de desvio de cerca de R$ 3 milhões em emendas parlamentares na Câmara Municipal e na Secretaria de Esportes de Cuiabá, o que resultou no afastamento do vereador Chico 2000.