EM ANIVERSÁRIO

Feminicida rachou crânio da ex a pauladas e matou segunda vítima com 15 facadas

· 1 minuto de leitura
Feminicida rachou crânio da ex a pauladas e matou segunda vítima com 15 facadas

Maria Helena, de 51 anos, foi morta pelo ex-companheiro, José Correia de Miranda, durante uma festa de aniversário em uma residência. Segundo a Polícia Civil, o homem teria se irritado após ver um anel no dedo da vítima e suspeitar que ela estivesse em um novo relacionamento.

De acordo com o delegado Matheus Prates, responsável pela investigação, Maria e José mantiveram um relacionamento por cerca de três anos e estavam separados havia aproximadamente um mês.

O crime ocorreu enquanto Maria Helena participava da comemoração do aniversário de Cleidineia Eucaris da Costa e Benivaldo. Conforme o relato de uma das testemunhas, José iniciou uma discussão com a ex-companheira e, pouco depois, passou a agredi-la.

Maria foi atingida diversas vezes com golpes de madeira na cabeça. A violência das agressões provocou uma fratura no crânio e causou a morte da vítima.

Na sequência, José atacou Cleidineia, que tentou fugir para a rua. O criminoso a perseguiu e desferiu cerca de 15 golpes de faca contra ela, que não resistiu aos ferimentos.

Benivaldo tentou intervir para impedir as agressões e também foi atacado. Ele foi atingido oito vezes por golpes de faca e precisou ser encaminhado para atendimento médico. O sobrevivente permanece hospitalizado.

Segundo o delegado, Benivaldo foi uma das principais testemunhas da ocorrência, mas não presenciou o momento exato em que Maria Helena foi atacada. Ele também relatou que José já teria agredido a ex-companheira em outras ocasiões.

“Cleidineia conseguiu correr para a rua, mas José a perseguiu e continuou as agressões. Benivaldo tentou impedir novamente e acabou sendo atingido pela faca”, explicou o delegado.

Após o crime, José Correia de Miranda foi preso e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Durante os depoimentos, segundo a Polícia Civil, ele permaneceu em silêncio.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer toda a dinâmica dos crimes.