EM VÁRZEA GRANDE

Mulher encontrada carbonizada é identificada e polícia investiga possível feminicídio

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Mulher encontrada carbonizada  é identificada e polícia investiga possível feminicídio

A mulher localizada morta e com parte do corpo carbonizada em um terreno baldio de Várzea Grande foi identificada como Josivany Borges de Amorim Rodrigues, de 45 anos. A confirmação da identidade ocorreu na manhã desta quarta-feira (3), após trabalho conjunto da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

As investigações são conduzidas pela equipe da DHPP, sob coordenação da delegada Jéssica Assis. O caso segue sendo apurado como um possível feminicídio.

O corpo da vítima foi encontrado na última segunda-feira (1º), sem roupas e parcialmente queimado. Durante os primeiros levantamentos periciais, foram constatadas lesões causadas por arma branca na região da cabeça, do queixo e do pescoço.

A causa exata da morte e a eventual ocorrência de outros tipos de violência ainda dependem da conclusão dos exames periciais.

No decorrer das investigações, policiais analisaram imagens de câmeras de monitoramento e outros elementos coletados. As gravações mostram Josivany na companhia de um homem pouco antes do crime.

Segundo a delegada Jéssica Assis, as imagens registram uma discussão intensa entre os dois momentos antes do assassinato, o que reforça a suspeita de que vítima e suspeito já mantinham algum tipo de relação ou convivência.

“Pelas imagens, é possível observar um desentendimento acalorado entre eles. Não aparenta ser uma situação envolvendo pessoas desconhecidas”, explicou a delegada.

A principal linha investigativa aponta que o crime tenha ocorrido durante a madrugada. Registros de câmeras mostram a vítima ao lado do suspeito por volta das 2h40. Já o fogo no terreno foi percebido somente nas primeiras horas da manhã, levando os investigadores a acreditarem que o corpo tenha sido incendiado por volta das 5h.

Entre as hipóteses analisadas pela polícia está a possibilidade de o autor ter ateado fogo no cadáver após o homicídio para dificultar a identificação da vítima e apagar evidências. Outra linha considera que ele possa ter deixado o local e retornado posteriormente para incendiar o corpo.

A DHPP continua realizando diligências para esclarecer as circunstâncias do crime, identificar e localizar o suspeito, além de determinar a motivação do assassinato.